Tiro no Escuro

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Extremamente importantes são as técnicas e táticas empregadas em perseguições a indivíduos armados e em troca de tiros em locais pouco iluminados e de terreno irregular. A tensão do atirador é ampliada pelo escuro, já que as sombras parecem aumentar e diminuir adquirindo formas irreais. O silêncio e a escuridão nos trazem estranhas sensações. Além do que precisamos ter em mente a possibilidade de se balear, por engano, algum colega, ou de ser baleado por ele; ou mais, de se balear, também por engano, um inocente.
Por todos esse motivos e também porque é extremamente complicado correr no escuro em terrenos baldios, com seus buracos, pedras e mato, ou em quintais com garrafas, baldes e outros obstáculos que podem atrapalhar a ação policial é que é recomendável o uso de lanternas.
As lanternas, segundo Massad Ayoob, servem a 5 funções principais: a) achar o caminho no escuro; b) identificar o alvo antes do disparo; c) cegar momentaneamente o opositor; d) uso como instrumento de autodefesa (cassetete), se for resistente; e e) iluminar o alvo para um disparo de precisão
Foram criadas algumas técnicas de tiro, onde o uso de arma é combinado com o emprego da lanterna.

 

1) Método F.B.I.
Consiste em manter a mão que segura a lanterna longe do corpo. O atirador deve manter o braço esticado lateralmente enquanto empunha a arma com a outra mão.
Trata-se de um método eficaz, no entanto, segurar a lanterna nessa posição, além de ser cansativo, não permite que se efetue um disparo com precisão.
Atualmente não é mais adotado no treinamento dos futuros agentes da Polícia Federal norte-americana.
2) Método Harries
Criado pelo instrutor norte-americano Mike Harries, baseado na posição de tiro criada por Jack Weaver .
O atirador mantém-se virado em direção ao alvo, com os braços um tanto dobrados. As costas das mãos se encontram e se apoiam mutuamente, criando pelo sistema de pressões contrárias a inércia e a firmeza, necessárias para um disparo preciso. A mão que segura a lanterna passa por baixo do braço que empunha a arma e se encontram firmemente apoiando-se uma mão à outra.
Esse método fornece grande precisão no disparo e imprime muita confiança.

 

3) Método Chapman
Método desenvolvido pelo ex-campeão mundial de tiro prático Ray Chapman, baseado na posição de tiro Weaver modificada.
O atirador empunha a lanterna, segurando-a com apenas os dedos polegar e indicador. Os três dedos restantes seguram firmemente a mão que empunha a arma. Dessa forma os braços não se cruzam, como no Método Harries, nem as mãos ficam encostadas, mas sim a mão da lanterna procura envolver a da arma.
Muito eficaz para quem tem mãos grandes ou possui uma lanterna muito fina.

 

4) Método Ayoob
Massad Ayoob criou essa posição baseando-se na posição isósceles de tiro visado.
Nesse método, tanto a mão que segura a lanterna quanto a mão que empunha a arma são mantidas juntas, polegar ao lado de polegar, e ambos os braços esticados retos são levantados juntos em direção ao alvo.
Além de permitir um disparo preciso, é possível cegar o oponente com a luz da lanterna.
Ao levantar os braços, o facho de luz tende a ter uma inclinação para cima, portanto é uma técnica recomendada para curtas distâncias.

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